Oi Amoras e Amores. Hoje é um daqueles posts que eu escrevo chorando. Acho que já sabem que sou bem chorona, mas a coisa fica ainda pior quando me lembro do nascimento do meu pequeno e tudo o que passamos até agora.
Bom, desde a descoberta da minha gravidez, Miguel já era uma criança extremamente querida e amada. Primeiro filho, primeiro neto em ambas as famílias e primeiro bisneto dos meus avós paternos. Eu, que cresci em uma casa extremamente feminina, tive um menino. Mas eu só descobri que criaria um menino no momento de seu nascimento. Contei sobre isso nos diários de gravidez, mas optei por descobrir o gênero do filhote na hora do nascimento. Faria novamente, porque foi extremamente emocionante receber meu filho no colo e ouvir a parteira dizendo: É um menino! Recomendo que façam.
Todas as fases que vivo com ele tem sido emocionantes. Amamentar foi incrível e consegui meus objetivos de amamentar exclusivamente até os seis meses e prolongar a amamentação. Paramos com um ano e sete meses, sem traumas. E fico muito satisfeita com isso porque sei que o sistema imune dele é muito bom. Ele nunca ficou doente.
Lembro muito bem quando ele começou a engatinhar e, depois, a andar. Foram momentos tão emocionantes que ele, infelizmente, não se lembrará, mas eu sempre vou lembrar da alegria em seu rostinho ao dar os primeiros passos sozinho.
Suas primeiras palavras. Não foram "mama" como eu tanto ansiava, mas foram lindas e me emocionei ao perceber que o pequeno ser, que se gerou dentro de mim, agora também conseguia se comunicar com palavras. Claro que ainda estamos em processo. Cada dia surge uma palavra nova, um trejeito diferente e cada vez mais fofo. Mesmo não tendo sido sua primeira palavra, quando ouvi da boca dele o tão sonhado "mamãe" foi emocionante e meus olhos encheram de lágrimas e única coisa que pude fazer foi abraça-lo.
Mas como devem imaginar que vem agora, nem tudo sobre maternar são flores. Ser mãe é algo que esta longe de ser fácil, longe de ser algo onde as pessoas te apoiam. Infelizmente vivemos em um mundo onde se você é mãe em período integral, te julgam por não trabalhar fora, mas se você trabalha fora te julgam por deixar seu filho o dia todo com outras pessoas. Agradar a todos é impossível e, honestamente, nunca foi minha meta. Minhas metas como mãe são educar uma criança boa carinhosa que entenda o valor de toda forma de vida e de todas as pessoas. Como mãe de menino, minha meta é educar um feminista, porque todo o resto que eu poderia dizer aqui se resume nisso. 
Continuando sobre os espinhos da maternidade, cuidar e educar uma criança não é nada fácil. As birras acontecem independente do que você fale, converse, ensine... E não é nada fácil passar pelas fazes de birra. Eu ainda não matei esse chefão, mas vamos continuar, vencendo uma fase por vez. E também não é tarefa fácil manter nossas crianças inteiras, sem arranhões, ematomas e coisas assim. Miguel, pelo menos, aparenta ter um imã para se machucar com as coisas mais bobas, como correr no quintal, pisar em um brinquedo, cair e ralar a perna toda. Como mãe, meu papel é assegurar que não foi nada grave, oferecer carinho, colo e passar remedinho pra não infeccionar. 
Pra variar um pouco o post ficou maior e mais desconexo do que eu imaginava, mas eu amei escrever ele e compartilhar com vocês ao menos um pouco de como está sendo até agora ser mãe. Eu sei que eu virei um clichê ambulante, mas Amoras... Como passa rápido. Meu bebê já está grande. 
Filho, feliz aniversário. Que você continue essa criança incrível que é, que leva tanta alegria aos nossos corações. Obrigada por fazer da mamãe uma pessoa melhor. Obrigada pelos abraços e beijos. Obrigada por ter escolhido a nossa família como sua família. Meu anjo, te desejo tudo que esse mundo (e todos os outros) possa te dar de melhor. Mamãe te ama.